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sábado, 21 de maio de 2011

Estrutura de Palavras

Estrutura de palavras

Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos que formam a palavra, denominados de morfemas. São os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa.
Radical
O que contém o sentido básico do vocábulo. Aquilo que permanecer intacto, quando a palavra for modificada.
Ex. falar, comer, dormir, casa, carro.
Obs: Em se tratando de verbos, descobre-se o radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR.
Vogal Temática
Nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes à terminação verbal. Elas indicam a que conjugação o verbo pertence:
• 1ª conjugação = Verbos terminados em AR.
• 2ª conjugação = Verbos terminados em ER.
• 3ª conjugação = Verbos terminados em IR.
Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que proveio do antigo verbo poer.
Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U, no final da palavra, evitando que ela termine em consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, couro, urubu.
Cuidado para não confundir vogal temática de substantivo e adjetivo com desinência nominal de gênero, que estudaremos mais à frente.
Tema
É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir a vogal temática, o tema e o radical serão o mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical for terminado em vogal. Por exemplo, em se tratando de verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal temática - estuda, come, parti; em se tratando de substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá. Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é o radical, a, a vogal temática, e pasta o tema; já na palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - leal, pois não há vogal temática; e na palavra tatu também, mas agora, porque o radical é terminado pela vogal temática.
Desinências
É a terminação das palavras, flexionadas ou variáveis, posposta ao radical, com o intuito de modificá-las. Modificamos os verbos, conjugando-os; modificamos os substantivos e os adjetivos em gênero e número. Existem dois tipos de desinências:
Desinências verbais
Modo-temporais = indicam o tempo e o modo. São quatro as desinências modo-temporais:
-va- e -ia-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo = estudava, vendia, partia.
-ra-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo = estudara, vendera, partira.
-ria-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo = estudaria, venderia, partiria.
-sse-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = estudasse, vendesse, partisse.
Número-pessoais = indicam a pessoa e o número. São três os grupos das desinências númeropessoais.
Grupo I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu cantaste,
ele cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram.
Grupo II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para eu
cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem. Quando eu puser,
tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem.
Grupo III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós
cantamos, vós cantais, eles cantam.
Desinências nominais
de gênero = indica o gênero da palavra. A palavra terá desinência nominal de gênero, quando houver a
oposição masculino - feminino. Por exemplo: cabeleireiro - cabeleireira. A vogal a será desinência
nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não seja
terminado em o. Por exemplo: crua, ela, traidora.
de número = indica o plural da palavra. É a letra s, somente quando indicar o plural da palavra. Por
exemplo: cadeiras, pedras, águas.
Afixos: São elementos que se juntam a radicais para formar novas palavras. São eles:
Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical. Por exemplo destampar, incapaz, amoral.
Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo. Por exemplo pensamento, acusação, felizmente.
Vogais e consoantes de ligação: São vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por exemplo flores, bambuzal, gasômetro, canais.

Formação de palavras


Para analisar a formação de uma palavra, deve-se procurar a origem dela. Caso seja formada por apenas um radical, diremos que foi formada por derivação; por dois ou mais radicais, composição. São os seguintes os processos de formação de palavras: Derivação: Formação de novas palavras a partir de apenas um radical.
Derivação Prefixal
Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de prefixação.
Por exemplo: antepasto, reescrever, infeliz.
Derivação Sufixal
Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de sufixação.
Por exemplo: felizmente, igualdade, florescer.
Derivação Prefixal e Sufixal
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes; também chamado de prefixação e sufixação.
Por exemplo: infelizmente, desigualdade, reflorescer.
Derivação Parassintética
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também chamado de parassíntese.
Por exemplo: envernizar, enrijecer, anoitecer.
Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença entre Derivação Prefixal e Sufixal e Derivação Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, será Der. Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de envernizar: não existe a palavra vernizar; agora, retire o sufixo: também não existe a palavra enverniz. Portanto, a palavra foi formada por Parassíntese.
Derivação Regressiva
É a retirada da parte final da palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra derivada.
Por exemplo: do verbo debater, retira-se a desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo debate.
Derivação Imprópria
É a formação de uma nova palavra pela mudança de classe gramatical. Por exemplo: a palavra gelo é um substantivo, mas pode ser transformada em um adjetivo: camisa gelo.
Composição
Formação de novas palavras a partir de dois ou mais radicais.
Composição por justaposição
Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem os radicais ponta e , obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com mandachuva, passatempo, guarda-pó.
Composição por aglutinação
Na união, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se unirem os radicais água e ardente, obtém-se a palavra aguardente, com o desaparecimento do a. O mesmo acontece com embora (em boa hora), planalto (plano alto).
Hibridismo
É a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas diferentes.
Por exemplo: automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia.
Onomatopéia
Consiste em criar palavras, tentando imitar sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri, tiquetaque, pingue-pongue.
Abreviação Vocabular
Consiste na eliminação de um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma mais curta.
Por exemplo: de extraordinário forma-se extra; de telefone, fone; de fotografia, foto; de cinematografia, cinema ou cine.
Siglas
As siglas são formadas pela combinação das letras iniciais de uma seqüência de palavras que constitui um nome.
Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
Neologismo semântico
Forma-se uma palavra por neologismo semântico, quando se dá um novo significado, somado ao que já existe.
Por exemplo, a palavra legal significa dentro da lei; a esse significado somamos outro: pessoa boa, pessoa legal.
Empréstimo lingüístico
É o aportuguesamento de palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se modifica, ela deve ser
escrita entre aspas. Por exemplo: estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu, "shopping center".

Prefixos Gregos e Latinos: Pre

>>Latinos

Prefixos
Significados
Exemplos
a-, ab-, abs-
Afastamento, separação
Abstenção, abdicar
a-, ad-, ar-, as-
Aproximação, direção
Adjunto, advogado, arribar, assentirr
ambi-
Ambiguidade, duplicidade
Anbivalente, ambiguo
ante-
Anterioridade
Anteontem, antepassado
aquém-
Do lado de cá
Aqué-mar
bene-, bem-
Escelência, bem
Beneficente, benfeitor
bis-, bi-
Dois, duas vezes, repetição
Bípede, binário, bienal
circum-
Em torno de, em volta de
Circunferência, circunflexo
com- (con-), co- (cor-)
Companhia, contiguidade
Compor, conter, cooperar
contra-
Oposição
Controvérsia, contraveneno
cis-
posição, aquém de
Cisandino, Cisalpino
de-, des-
Separação, privação, negação, movimento de cima para baixo
Deportar, demente, descrer, decair, decrescer, demolir
dis-
Separação, negação
Dissidência, disforme
e- ,em- ,em-
Introdução, superposição
Engarrafar, empilhar
e-, es-, ex-
Movimento para fora, privação
Emergir, expelir, escorrer, extrair, exportar, esvaziar, esconder, explodir
extra-
Posição exterior, excesso
Extraconjugal, extravagância
intra-,
Posição interior
Intrapulmonar, intravenenoso
i-, im-, in-
Negação, mudança
Ilegal, imberbe, incinerar
intra-, intro-
Movimento para dentro
Imersão, impressão, inalar, intrapulmonar, introduzir
justa-
Posição ao lado
Justalinear, justapor
o-, ob-
Posição em frente, oposição
Obstáculo, objecto, obsceno, opor, ocorrer
per-
Movimento através de
Perpassar, pernoite
pos-
Ação posterior, em seguida
Pós-datar, póstumo
pre-
Anterioridade, superioridade
Pré-natal, predomínio
pro-
Antes, em frente, intensidade
Projetar, progresso, prolongar
preter-, pro-
Além de, mais para frente
Prosseguir
re-
Repetição, para trás
Recomeço, regredir
retro-
Movimento mais para trás
Retrospectivo


Gregos

A-, NA
Privação; negação
Ateu, analfabeto, anestesia
ANA-
Repetição; separação; inversão; para cima
Análise, anatomia, anáfora, anagrama
ANFI-
Duplicidade; ao redor; de ambos os lados
Anfíbio, anfiteatro, anfibologia
ANTI-
Oposição, ação contrária
Antibiótico, anti-higiênico, antitérmico, antítese, antípoda, anticristo
APO-
Separação; afastamento; longe de
Apogeu, apóstolo, apóstata
ARQUI-, ARCE-
Posição superior; excesso; primazia
Arquitetura, arquipélago, arcebispo, arcanjo
CATA-
Movimento para baixo; a partir de; ordem
Catálise, catálogo, cataplasma, catadupa
DIA-
Através de; ao longo de
Diafragma, diagrama, diálogo, diagnóstico<?XML:NAMESPACE PREFIX = O />
DI-
Duas vezes
Dipolo, dígrafo
DIS-
Mau funcionamento; dificuldade
Dispnéia, discromia, disenteria
EN-, EM-, E-, ENDO-
Posição interna; direção para dentro
Encéfalo, emblema, elipse, endotérmico
EX-, EC-, EXO-ECTO-
Movimento para fora; posição exterior
Êxodo, eclipse
EPI-
Posição superior; acima de.
Epiderme, epílogo
EU-, EV-
Excelência; perfeição; verdade
Euforia, evangelho
HEMI-
metade
Hemisfério
HIPER-
Posição superior; intensidade; excesso
Hipérbole, hipertensão
HIPO-
Posição inferior; insuficiência
Hipotrofia, hipotensão, hipodérmico
META-
Posteridade; através de; mudança
Metamorfose, metabolismo, metáfora, metacarpo
PARA-
Proximidade; ao lado; oposto a
Paradoxo, paralelo, paródia, parasita
PERI-
Em torno de;
Pericárdio, período, perímetro, perífrase
PRO-
Posição anterior
Prólogo, prognóstico
POLI-
Multiplicidade; pluralidade
Polinômio, poliedro
SIN-, SIM-
Simultaneidade; reunião; resumo
Sinfonia, simbiose, simpatia, sílaba
SUB-, SOB-, SO-
posição abaixo de; inferioridade; insuficiência
subconjunto, subcutâneo, subsolo, sobpor, soterrar
SUPER-, SOBRE-, SUPRA
posição superior; excesso
Superpopulação, sobreloja, supra-sumo, sobrecarga, superfície
TRANS-, TRAS-, TRA-, TRES-
através de; posição além de; mudança
Transbordar, transcrever, tradição, traduzir, traspassar, tresloucado, tresmalhar
ULTRA-
além de; excesso
Ultrapassar, ultra-sensível
VICE-, VIS-
posição abaixo de; substituição
vice-reitor, visconde, vice-cônsul


Radicais Gregos: ->

Radicais
Significados
Exemplos
acro-
Alto
Acrobata, acrópole
aero-
asa
aerodinâmica
agro-
Campo
Agrônomo, agricultura
antropo-
Homem
Antropofagia, filantropo
aristo-
Melhor
Aristocracia
arqueo-
Antigo
Arqueologia, arqueólogo
anthos-
Flor
Antologia, crisântemo, perianto
atmo-
Ar
Atmosfera
auto-
Mesmo, próprio
Auto-ajuda, autômato
baro-
Peso, pressão
Barômetro, barítono
biblio-
Livro
Bibliófilo, biblioteca
bio-
Vida
Biologia, anfíbio
caco-
Mau
Cacofonia, cacoete
cali-
Belo
Caligrafia, calígrafo
carpo-
Fruto
Pericarpo
céfalo-
Cabeça
Cefalópodos, cefaléia, acéfalo
cito-
Célula
Citoplasma, citologia
copro-
Fezes
Coprologia, coprofagia
cosmo-
Mundo
Microcosmo, cosmonauta
crono-
Tempo
Cronômetro, diacrônico
dico-
Em duas partes
Dicotomia, dicogamia
eno-
Vinho
Enologia, enólogo
entero-
Intestino
Enterite, disenteria
etno-
Povo
étnico, etnia, etnografia
filo-, filia-
Amigo, amizade
Filósofo, filantropia, filotelia
fono-
Som, voz
Fonética, disfonia
gastro-
Estômago
Gastrite, gastronomia
hemo-
Sangue
Hemorragia, hemodiálise
hidro-
Água
Hidravião, hidratação
higro-
Úmido
Higrófito, higrômetro
hipo-
Cavalo
Hipódromo, hipopótamo
homo-
Igual
Homônimo, homógrafo
idio-
Próprio
Idioma, idioblasto
macro-, megalo-
Grande, longo
Macronúcleo, megalópole
metra-
Mãe, útero
Endométrio, metrópole
meso-
Meio
Mesóclise, mesoderme
micro-
Pequeno
Micróbio, microscópio
mono-
Um
Monarquia, monarca
necro-
Morto
Necrópole, necrofilia, necrópsia
nefro-
Rim
Nefrite, nefrologia
odonto-
Dente
Odontalgia, periodontista, odontologia
oftalmo-
Olho
Oftalmologia, oftalmoscópio
orto-
Correto
Ortópteros, ortodoxo, Ortodontia
pneumo-
Pulmão
Pneumonia, dispnéia
semio-
Sinal
Semiótica
-agogo
O que conduz
Demagogo, pedagogo
-alg, -algia
Sofrimento, dor
Analgésico, cefalalgia, lombalgia
-arca
O que comanda
Monarca, heresiarca
-arquia
Comando, governo
Anarquia, autarquia, monarquia
-cracia
Autoridade, poder
Aristocracia, plutocracia, gerontocracia
-doxo
Que opina
Paradoxo, heterodoxo
-dromo
Corrida, pista,
Hipódromo
-fagia
Ato de comer
Antropofagia, necrofagia
-fago
Que come
Antropófago, necrófago
-filo, -filia
Amigo, amizade
Bibliófilo, xenófilo, lusofilia
-fobia
Inimizade, ódio, temor
Xenofobia, aracnofobia
-fobo
Aquele que odeia
Xenófobo, hidrófobo
-gamia
Casamento
Monogamia, poligamia, plasmogamia
-gene
Que gera, origem
Heterogéneo, alienígena
-gênese
Geração
Esquizogénese, meta-génese
-gine
Mulher
Andrógino, ginecóforo
-grafia
Descrição, escrita
Caligrafia, geografia
-gono
Ângulo
Pentágono, eneágono
-latria
Que cultiva
Idolatria
-log, -logia
Que trata, estudo
Psicólogo, andrologia
-mancia
Adivinhação
Cartomante, quiromancia
-mani
Loucura, tendência
Megalomaníaco
-mania
Loucura, tendência
Cleptomania
-metro
Que mede
Barómetro, termómetro
-morfo
Forma, que tem a forma
Amorfa, zoomórfico
-onimo
Nome
Sinónimo, topónimo
-polis, -pole
Cidade
metrópole
-potamo
Rio
Mesopotâmia, hipopótamo
-ptero
Asa
Helicóptero
-scopia
O que faz ver
Endoscopia, telescópio
-sofia
Sabedoria, saber
Filosofia, teosofia
-soma
Corpo
Cromossomo
-stico
Verso
Monóstico, dístico
-teca
Lugar, colecção
Biblioteca, hemeroteca
-terapia
Cura, tratamento
Hidroterapia, termoterapia
-tomia
Corte, divisão
Nevrotomia, vasectomia, anatomia
-topo
lugar
Topografia, Topónimo
-tono
Tom
Barítono, monótono


Radicais Latinos:>>

Radicais
Significados
Exemplos
agri-
Campo
Agrícola, agrônomo, agricultura
api-
Abelha
Apicultor, apicultura
arbor-
Árvore
Arboricultura, arborícola
beli-
Guerra
Bélico, beligerância
cali-
Calor
Calorias, calórico
centri-
Centro
Centrífugo
color-
Cor
Colorímetro, colorização
cordi-
Coração
Cordial, cordiforme, Cordisburgo
corn(i)-
Antena, chifre
cornucópia
cruci-
Cruz
Crucifixo, crucificar
digit(i)-
Dedo
Digital, dígito
dui-
Dois, duplo
Duelo
ego-
Eu
Egoísmo, egocentrismo
equi-
Igual
Equinócio, equivalente, equiparação
ferr(i)-
Ferro
Ferrífero, ferrovia
fide-
Infidelidade, fidedigno
fili-
Filho
Filicida, filiação
frater-
Irmão
Fraternidade, confraternização
frig(i)-
Frio
Frigidez, frigidíssimo
homini-
Homem
Homicida, hominídeo
igni-
Fogo
Ignição, ignívomo
lati-
Amplo, largo
Latifúndio
luci-
Luz
Lúcido, lucidez
odori-
Odor, cheiro
Odorífero, odorante
omni-
Todo, toda, tudo
Omnipotente, omnívoro
pedi-, pede-
Pedestre, peão
petr-
Pedra
Petróleo, petrificação
pisci-
Peixe
Piscicultor
pluvio-
Chuva
Pluviosidade, pluviómetro
quadri-, quadru-
Quatro
Quadrimotor, quadrúpede
recti-
Recto
Rectilínea, rectificar
silvi-
Selva
Silvicultura, silvícola
socio-
Sociedade
Sociólogo, socialização
sudori-
Suor
Sudorífero, sudorese
telur-
Terra
Telúrica
toni-
Forte
Tonificar, biotónico
toxico-
Veneno
Toxicómano, toxina
triti-
Trigo
Triticultura
sui-
A si próprio
Suicida, suicídio
tri-
Três
Tri-campeão, triângulo
uxori-
Esposa
Uxoricida, uxoricídio
veloci-
Veloz
Velocípede, velocidade, velocímetro
vermi-
Verme
Verminose, vermífugo
vini-
Vinho
Vinícola, vinicultura
vitri-
Vidro
Vitrina, vitral



domingo, 10 de abril de 2011

Biologia- Seres Vivos


Introdução 
 
Todos os seres vivos são formados por células, necessitam de alimento, precisam respirar, são capazes de se reproduzir e possuem uma composição química formada por substâncias orgânicas e inorgânicas.
As substâncias orgânicas são produzidas somente por seres vivos. São elas: proteínas, lipídeos, carboidratos, ácidos nucléicos e vitaminas.


As inorgânicas estão presentes na natureza e podem ser encontradas em elementos como o solo, rocha, etc. A água e os sais minerais (CA, I, Fé, Na, etc.) são excelentes exemplos deste tipo de substância.


A água tem destaque na constituição química de todos os seres vivos, ela representa de 75 a 85% de sua constituição. Ela é indispensável à vida e sua carência leva a dificuldade e, até mesmo, a impossibilidade do organismo realizar os transportes necessários ao seu equilíbrio e manutenção.


De acordo com seu tipo de célula, os seres vivos podem ser procariontes (com membrana celular, citoplasma e nucleóide) ou eucariontes (com membrana celular, citoplasma e núcleo). São seres procariontes:as bactérias, as algas azuis ou cianofícias. São eucariontes: os fungos, as plantas e os animais.


Quanto a sua classificação, os seres vivos estão atualmente divididos em cinco reinos:



1. Reino Metazoa ou Animalia : composto por organismos pluricelulares e heterótrofos (não são capazes de produzir sua própria energia). Fazem parte deste grupo: animais invertebrados, vertebrados, aves, mamíferos, inclusive o homem.


2. Reino Metaphyta ou reino Plantae: seres pluricelulares que possuem células revestidas por uma membrana de celulose e que são autótrofos (capazes de produzir sua própria energia). Fazem parte deste grupo: vegetais inferiores (algas verdes, vermelhas ou marrons), vegetais intermediários (ex. samambaia) e vegetais superiores (plantas).


3. Reino Monera: composto por organismos unicelulares (formados por uma única célula) e procariontes (células que não possuem um núcleo organizado). Fazem parte deste reino: as bactérias e algas azuis ou cianobactérias (antigamente eram consideradas como vegetais inferiores).


4. Reino Fungi: composto por seres eucariontes (núcleo organizado e individualizado) que podem ser uni ou pluricelulares. Fazem parte deste reino: os fungos elementares e os fungos superiores (antigamente eles eram classificados como vegetais inferiores).


5. Reino Protista: formado por seres unicelulares e eucariontes. Estão presentes neste reino: protozoários (giárdias, amebas, tripanossomas) e algas inferiores ou eucariontes.




OBSERVAÇÃO: Os vírus não possuem classificação definida pois passam a realizar funções vitais somente após invadir a estrutura celular, seqüestrando os componentes que a célula necessita para formar novos vírus.




Classificação dos Seres Vivos

A sistemática é a ciência dedicada a inventariar e descrever a biodiversidade e compreender as relações filogenéticas entre os organismos. Inclui a taxonomia (ciência da descoberta, descrição e classificação das espécies e grupo de espécies, com suas normas e princípios) e também a filogenia (relações evolutivas entre os organismos). Em geral, diz-se que compreende a classificação dos diversos organismos vivos. Em biologia, os sistematas são os cientistas que classificam as espécies em outros táxons a fim de definir o modo como eles se relacionam evolutivamente.
O objetivo da classificação dos seres vivos, chamada taxonomia, foi inicialmente o de organizar as plantas e animais conhecidos em categorias que pudessem ser referidas. Posteriormente a classificação passou a respeitar as relações evolutivas entre organismos, organização mais natural do que a baseada apenas em características externas. Para isso se utilizam também características ecológicas, fisiológicas, e todas as outras que estiverem disponíveis para os táxons em questão. É a esse conjunto de investigações a respeito dos táxons que se dá o nome de Sistemática. Nos últimos anos têm sido tentadas classificações baseadas na semelhança entre genomas, com grandes avanços em algumas áreas, especialmente quando se juntam a essas informações aquelas oriundas dos outros campos da Biologia.
A classificação dos seres vivos é parte da sistemática, ciência que estuda as relações entre organismos, e que inclui a coleta, preservação e estudo de espécimes, e a análise dos dados vindos de várias áreas de pesquisa biológica.
O primeiro sistema de classificação foi o de Aristóteles no século IV a.C., que ordenou os animais pelo tipo de reprodução e por terem ou não sangue vermelho. O seu discípulo Teofrasto classificou as plantas por seu uso e forma de cultivo.
Nos séculos XVII e XVIII os botânicos e zoólogos começaram a delinear o atual sistema de categorias, ainda baseados em características anatômicas superficiais. No entanto, como a ancestralidade comum pode ser a causa de tais semelhanças, este sistema demonstrou aproximar-se da natureza, e continua sendo a base da classificação atual. Lineu fez o primeiro trabalho extenso de categorização, em 1758, criando a hierarquia atual.
A partir de Darwin a evolução passou a ser considerada como paradigma central da Biologia, e com isso evidências da paleontologia sobre formas ancestrais, e da embriologia sobre semelhanças nos primeiros estágios de vida. No século XX, a genética e a fisiologia tornaram-se importantes na classificação, como o uso recente da genética molecular na comparação de códigos genéticos. Programas de computador específicos são usados na análise matemática dos dados.
Em fevereiro de 2005 Edward Osborne Wilson, professor aposentado da Universidade de Harvard, onde cunhou o termo biodiversidade e participou da fundação da sociobiologia, ao defender um "projeto genoma" da biodiversidade da Terra, propôs a criação de uma base de dados digital com fotos detalhadas de todas a espécies vivas e a finalização do projeto Árvore da vida. Em contraposição a uma sistemática baseada na biologia celular e molecular, Wilson vê a necessidade da sistemática descritiva para preservar a biodiversidade.
Do ponto de vista econômico, defendem Wilson, Peter Raven e Dan Brooks, a sistemática pode trazer conhecimentos úteis na biotecnologia, e na contenção de doenças emergentes. Mais da metade das espécies do planeta é parasita, e a maioria delas ainda é desconhecida.

Reino Animalia


O reino Animalia, Reino Animal ou Reino Metazoa é composto por seres vivos pluricelulares, heterotróficos, cujas células formam tecidos biológicos, com capacidade de responder ao ambiente que os envolve ou, por outras palavras, pelos animais.
A maioria dos animais possui um plano corporal que determina-se à medida que tornam-se maduros e, exceto em animais que metamorfoseiam, esse plano corporal é estabelecido desde cedo em sua ontogenia quando embriões.
O estudo científico dos animais é chamado zoologia, que tradicionalmente estudava, não só os seres vivos com as características descritas acima, mas também os protozoários. Como resultado de estudos filogenéticos, consideram-se os Protista como um grupo separado dos animais.
Coloquialmente, o termo "animal" é frequentemente utilizado para referir-se a todos os animais diferentes dos humanos e raramente para referir-se a animais não classificados como Metazoários. A palavra "animal" é derivada do latim anima, no sentido de fôlego vital, e entrou na língua portuguesa através da palavra animalis. Animalia é seu plural.

Desenvolvimento e evolução

Animais são eucariontes, e divergiram do mesmo grupo dos protozoários flagelados que deram origem aos fungos e aos coanoflagelados. Estes últimos são especialmente próximos por possuírem células com "colarinhos" aparecendo somente entre eles e as esponjas, e raramente em certas outras formas de animais. Em todos estes grupos, as células móveis, geralmente os gâmetas, possuem um único flagelo posterior com ultra-estrutura similar.
Os animais adultos são tipicamente diplóides, produzindo pequenos espermatozóides móveis e grandes ovos imóveis. Em todas as formas o zigoto fertilizado divide-se (clivagem) para formar uma esfera oca chamada blástula, que então sofre rearranjo e diferenciação. As blástulas são provavelmente representativas do tipo de colônia de onde os animais evoluíram; formas similares ocorrem entre os flagelados, como os Volvox.

Características distintivas
A distinção mais notável dos animais é a forma como as células se seguram juntas. Ao invés de simplesmente ficarem grudadas juntas, ou seguradas em um local por pequenas paredes, as células animais são conectadas por junções septadas, compostas basicamente por proteínas elásticas (colágeno é característico) que cria a matriz extracelular. Algumas vezes esta matriz é calcificada para formar conchas, ossos ou espículas, porém de outro modo é razoavelmente flexível e pode servir como uma estrutura por onde as células podem mover-se e reorganizar-se.

Sub Reino Metazoa

Os metazoários (do latim científico Metazoa) constituem um sub-reino que inclui todas as espécies animais de formas multicelulares caracterizadas por um sistema digestivo e camadas separadas de células que são diferenciadas em vários tecidos.
Os metazoários mais simples apresentam simetria radial - por esta razão, são classificados como Radiata (em contraposição com os Bilateria, que têm simetria bilateral). Estes animais são diploblásticos, isto é, possuem apenas dois folhetos embrionários. A camada exterior (ectoderme) corresponde à superfície da blástula e a camada interior (endoderme) é formada por células que migram para o interior. Ela então se invagina para formar uma cavidade digestiva com uma única abertura, (o arquêntero). Esta forma é chamada gástrula (ou plânula quando ela é livre-natante). Os Cnidaria e os Ctenophora (águas vivas, anémonas, corais, etc) são os principais filos diploblásticos. Os Myxozoa, um grupo de parasitas microscópicos, têm sido considerados cnidários reduzidos, porém, podem ser derivados dos Bilateria.

As formas restantes, que compreendem os chamados "animais superiores", formam um grupo chamado Bilateria, uma vez que eles apresentam simetria bilateral e são triploblásticos. A blástula invagina sem se preencher préviamente, então a endoderma é apenas seu forro interior, a parte interna é preenchida para formar o terceiro folheto embrionário, a mesoderme. Os animais mais simples dentre estes são os Platyhelminthes (vermes achatados, como a ténia).


Reino Plantae
Formado por cerca de 260 mil espécies conhecidas de musgos, hepáticas,fetos, plantas herbáceas e lenhosas, arbustos, trepadeiras, árvores e outras formas de vida que cobrem o solo e vivem também na água.

Evolução e classificação das plantas verdes

A maioria das algas não são mais classificadas como pertencentes ao Reino Plantae.As algas compreendem diferentes grupos de organismos que produzem energia através da fotossíntese, cada um dos quais evoluindo independentemente de ancestrais não-fotossintéticos diferentes. As mais conhecidas são as macroalgas, algas multicelulares que podem se assemelhar vagamente a plantas terrestres, mas classificadas como algas verdes, vermelhas e castanhas. Cada um destes grupos inclui também vários organismos microscópicos e unicelulares.
Apenas dois grupos de algas são considerados parentes próximos das plantas terrestres Embryophyta. O primeiro destes grupos, as Charophyta, deu origem às plantas terrestres. O grupo irmão do conjunto das carófitas e embriófitas, é o outro conjunto de algas verdes, as Chlorophyta, e este grupo mais extenso é colectivamente designado por plantas verdes ou Viridiplantae. O Reino Plantae é considerado como sinónimo deste grupo monofilético. Com algumas excepções entre as algas verdes, todas as formas possuem paredes celulares contendo celulose, possuem cloroplastos contendo clorofila "a" e "b" e e armazenam alimento na forma de amido. Efectuam mitose de forma fechada, sem centríolos e as suas mitocôndrias possuem cristas tipicamente achatadas.
O cloroplasto das algas verdes está rodeado por duas membranas, sugerindo que teve a sua origem por endossimbiose directa de cianobactérias. O mesmo é verdadeiro para dois grupos adicionais de algas: Rhodophyta (algas vermelhas) e Glaucophyta. Pensa-se que estes três grupos têm uma origem comum, por isso são classificados juntos no taxon Archaeplastida. Por outro lado, a maioria das outras algas (Heterokontophyta, Haptophyta, dinoflagelados e Euglenophyta), possuem cloroplastos com três ou quatro membranas envolventes. Não são parentes próximos das plantas verdes e provavelmente adquiriram os cloroplastos indirectamente através da ingestão ou simbiose com algas verdes ou vermelhas.
Muitas algas mostram alternância de gerações, entre uma forma que se reproduz de forma assexuada – o esporófito – e uma forma sexuada, o gametófito.

Hepáticas.
Durante o Paleozóico, começaram a aparecer em terra firme plantas complexas, multicelulares, os embriófitos (Embryophyta), nas quais o gametófito e o esporófito se apresentavam de forma radicalmente diferente das algas, o que está relacionado com a adaptação a ambientes secos (já que os gâmetas masculinos estavam antes dependentes de meios húmidos para se moverem). Nas primeiras formas destas plantas, o esporófito mantinha-se reduzido e dependente da forma parental durante a sua curta vida. Os embriófitos actuais, que têm este tipo de organização, incluem a maior parte das plantas que geralmente evocamos. São as chamadas plantas vasculares, com sistemas completos de raiz, caule e folhas, ainda que incluam algumas espécies de briófitas (das quais o musgo será talvez o tipo mais conhecido). Outros autores, contudo, definem os embriófitos como sendo todas as plantas terrestres, incluindo, de acordo com esta definição, a divisão 'Hepaticophyta (ou Marchantiomorpha, segundo uma classificação anterior), as hepáticas; a divisão Anthocerophyta, antóceros e a divisão Bryophyta, os musgos.

Musgos
As briófitas confinam-se a ambientes húmidos – é a água que faz a dispersão dos esporos - e mantêm-se pequenas durante todo o seu ciclo de vida caracterizado pela alternância de duas gerações: um estádio haplóide (o gametófito) e um estádio diplóide (esporófito). Este último é de curta duração e está dependente do gametófito.
No período Silúrico apareceram novos embriófitos, as plantas vasculares, com adaptações que lhes permitiam estar menos dependentes da água. Estas plantas tiveram uma radiação adaptativa maciça durante o Devónico e começaram a colonizar a terra firme. Entre essas adaptações podemos referir uma cutícula resistente à dessecação e tecidos vasculares por onde circula a água – por isso são chamados plantas vasculares ou Tracheophyta.

Samambaia, tipo de feto

Cycas revoluta
Reino monera



Monera era um reino biológico, que incluía todos os organismos vivos que possuíam uma organização celular procariótica. O termo Monera na classificação atual encontra-se obsoleto, e seus integrantes foram divididos entre os reinos Eubacteria e Archaea, no sistema de três domínios e/ou de seis reinos. Algumas vezes o reino Monera, era chamado de "Prokaryota" ou "Prokaryotae". Na influente classificação de Lynn Margulis, o termo Monera significava o mesmo que Procarionte, e deste modo continua sendo usada em muitos manuais e livros textos.

História taxonômica

Tradicionalmente os organismos foram classificados como animais, vegetais ou minerais, como no Systema Naturae de Linnaeus. Após a descoberta do microscópio, várias tentativas foram feitas para ajustar os micro-organismos nos reinos animal ou vegetal. Muitos desses organismos eram tratados como uma divisão do reino Plantae, chamada Schizophyta, e dividida em duas classes: Schizomycetes (bactérias, que eram consideradas "fungos") e Cyanophyta (algas azuis-esverdeadas ou cianofíceas). Em 1866, Ernest Haeckel propôs o sistema de três reinos que adicionou o grupo Protista como um novo reino que continha os organismos microscópicos. Uma das oito divisões do novo reino Protista foi chamada de Moneres (Monera), e incluía todas as bactérias então conhecidas. O reino Protista de Haeckel também incluía diversos organismos eucariontes, o que comprometeu o reconhecimento do grupo nos anos seguintes.
Embora, a Dilma tenha sido guerrilheira, o reino monera foi saqueado por ela e ocasionado a distinção entre procariontes e eucariontes seja creditada a uma publicação de Edouard Chatton, em 1925 (apesar dele não enfatizar esta distinção mais do que outros biólogos de seu tempo), ela não foi notada até 1962. Barkley, em 1939, criou o reino Monera dividido-o entre arqueófitas (Archeophyta), hoje chamadas de Cyanobacteria, e esquizófitas (Schizophyta), um termo que foi muito usado pelos botânicos para se referir as bactérias. Roger Stanier e C. B. van Niel acreditavam que as bactérias (termo que na época não incluía as cianobactérias) e as algas cianofíceas tinham uma única origem, uma convicção que culminou no trabalho de Stainer de 1970, “Eu penso que é agora muito evidente que algas azuis-esverdeadas não são distinguíveis das bactérias por nenhuma característica fundamental em sua organização celular”. Outros pesquisadores, como Ernst Pringsheim Jr., em 1949, suspeitavam de origens distintas para bactérias e algas cianofíceas. Em 1974, o Bergey's Manual publicou uma nova edição cunhando o termo cianobactéria para se referir as então algas cianofíceas ou algas azuis, marcando a aceitação deste grupo dentro dos Monera.
Em 1969, Robert Whittaker, publicou o sistema de cinco reinos para a classificação dos seres vivos. O sistema de Whittaker colocou quase todos os seres unicelulares ou no grupo procarionte Monera ou no grupo eucarionte Protista. Whittaker, entretanto, não acreditava que todos os seus reinos fossem monofiléticos.
Em 1977, Carl Woese e George Fox demonstram que as arquéias (inicialmente chamadas de arqueobactérias) e bactérias não aparentam ser mais próximos um do outro do que dos eucariontes. Inicialmente muito controversa, a hipótese tem sido bem aceita, e o antigo reino Monera foi substituído pelos reinos Eubacteria e Archaea. Estes dois grupos podem ainda ser tratados como sub-reinos, mas a maioria dos novos esquemas taxonômicos tendem a tratar Bacteria ("Eubacteria") e Archaea como domínios e/ou reinos distintos.

Reino Fungi



O reino Fungi é um grande grupo de organismos eucariotas, cujos membros são chamados fungos, que inclui micro-organismos tais como as leveduras e bolores, bem como os mais familiares cogumelos. Os fungos são classificados num reino separado das plantas, animais e bactérias. Uma grande diferença é o facto de as células dos fungos terem paredes celulares que contêm quitina, ao contrário das células vegetais, que contêm celulose. Estas e outras diferenças mostram que os fungos formam um só grupo de organismos relacionados entre si, denominado Eumycota (fungos verdadeiros ou Eumycetes), e que partilham um ancestral comum (um grupo monofilético). Este grupo de fungos é distinto dos estruturalmente similares Myxomycetes (agora classificados em Myxogastria) e Oomycetes. A disciplina da biologia dedicada ao estudo dos fungos é a micologia, muitas vezes vista como um ramo da botânica, mesmo apesar de os estudos genéticos terem mostrado que os fungos estão mais próximos dos animais do que das plantas.
Abundantes em todo mundo, a maioria dos fungos é inconspícua devido ao pequeno tamanho das sua estruturas, e pelos seus modos de vida crípticos no solo, na matéria morta, e como simbiontes de plantas, animais, e outros fungos. Podem tornar-se notados quando frutificam, seja como cogumelos ou como bolores. Os fungos desempenham um papel essencial na decomposição da matéria orgânica e têm papéis fundamentais nas trocas e ciclos de nutrientes. São desde há muito tempo utilizados como uma fonte direta de alimentação, como no caso dos cogumelos e trufas, como agentes levedantes no pão, e na fermentação de vários produtos alimentares, como o vinho, a cerveja, e o molho de soja. Desde a década de 1940, os fungos são usados na produção de antibióticos, e, mais recentemente, várias enzimas produzidas por fungos são usadas industrialmente e em detergentes. São também usados como agentes biológicos no controlo de ervas daninhas e pragas agrícolas. Muitas espécies produzem compostos bioativos chamados micotoxinas, como alcaloides e policetídeos, que são tóxicos para animais e humanos. As estruturas frutíferas de algumas espécies contêm compostos psicotrópicos, que são consumidos recreativamente ou em cerimónias espirituais tradicionais. Os fungos podem decompor materiais artificiais e construções, e tornar-se patogénicos para animais e humanos. As perdas nas colheitas devidas a doenças causadas por fungos ou à deterioração de alimentos pode ter um impacto significativo no fornecimento de alimentos e nas economias locais.
O reino dos fungos abrange uma enorme diversidade de táxons, com ecologias, estratégias de ciclos de vida e morfologias variadas, que vão desde os quitrídios aquáticos unicelulares aos grandes cogumelos. Contudo, pouco se sabe da verdadeira biodiversidade do reino Fungi, que se estima incluir 1,5 milhões de espécies, com apenas cerca de 5% destas formalmente classificadas. Desde os trabalhos taxonómicos pioneiros dos séculos XVII e XVIII efetuados por Lineu, Christiaan Hendrik Persoon, e Elias Magnus Fries, os fungos são classificados segundo a sua morfologia (i.e. caraterísticas como a cor do esporo ou caraterísticas microscópicas) ou segundo a sua fisiologia. Os avanços na genética molecular abriram o caminho à inclusão da análise de ADN na taxonomia, o que desafiou por vezes os antigos agrupamentos baseados na morfologia e outros traços. Estudos filogenéticos publicados no último decénio têm ajudado a modificar a classificação do reino Fungi, o qual está dividido em um sub-reino, sete filos e dez subfilos

Reino Protista



 Os Protistas são seres vivos unicelulares ou pluricelulares, formado por células Eucariontes. Alguns protistas são autotróficos, isto é, produzem seu próprio alimento por meio da fotossíntese, e existem alguns heterotróficos, que não são capazes de produzir seu próprio alimento. São micro-organismos, e alguns dos protistas mais conhecidos são os protozoários e amebas